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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Coisinhas que não são essenciais mas que são uma mão na roda.

Segue aqui uma pequena listinha de coisas que, ao meu ver, são sim muito úteis para mamães e papais.

Extrator de leite



De todos os itens dessa lista o extrator de leite é o mais importante. Acredito até que seja essencial.
Me ajudou muito quando Giulia não conseguia mamar e eu precisava esvaziar o seio para evitar complicações. Quando o leite empedrou e meus seios ficaram congestionados, o uso do extrator em parceria com compressas quentinhas foi fundamental para a drenagem da mama até que a situação se normalizasse.
Também foi meu parceiro no tratamento para a cura de uma mastite. E, o mais importante, é fundamental para as mamães que vão voltar ao trabalho e seguirão com o leite materno. Basta extrair, armazenar e congelar.
Os extratores são práticos, fáceis de usar, limpar e seu uso nao dói nadica de nada!

Aquecedor de mamadeira





É o mais polêmico, já entrei em fóruns de discussão na net onde mulheres condenavam seu uso, ou melhor, seu consumo. Em parte com razão, nada mais é do que um banho maria elétrico.
Vou dar minha opinião: Eu adoro meu querido aquecedor de mamadeiras.
Quando se tem em casa um bebê 220w, ansioso e chorão, o aquecedor vale muito a pena. Criança e água fervendo não combinam.
Quando Giulia tinha uma crise repentina de fome, era um desespero só esquentar a mamadeira. Enquanto ela gritava, lá estava o papai ou a mamãe com a panelinha de água quente na cozinha. Tá fria ainda? Esquentou muito? Era uma prova de gincana com os nervos a flor da pele e ao som de um bebê desesperado.
No começo, quando Giu era rebelde, tinha que fazer tudo isso com ela no colo, eu não suportava a idéia de tê-la perto da panelinha com água quente, mas se eu a deixasse no bercinho enquanto preparava a mamadeira, ela chorava tanto que logo vomitava tudo. Normal, engolia muito ar durante a crise.
Pois bem, hoje em dia Giulia já não tem crises assim, mas o aquecedor de mamadeira continua deixando tudo mais tranquilo.
Muito antes da fominha a mamadeira já está lá na cozinha, protegida dentro do aquecedorzinho que a preserva quentinha por uma hora. Quando Giulia quer mamar, é só misturar o leite e pronto!
Sem falar nas madrugadas, Giulia acorda, papai vai pra cozinha e aperta o botão, volta pro quarto e esperamos o bip que nos avisa que a água está na temperatura ideal.
É o típico produto que pensamos mil vezes antes de comprar já que sabemos muito bem substituí-lo e assim gastamos menos. Então fica a dica, é uma ótima sugestão para quem está pensando em presentear uma futura mamãe. Ela agradecerá.

Esterilizadores


Outro produto que não pensava em comprar. Por que gastar com algo que posso fazer eu mesma?
Pois bem, quando tive que começar com o leite artificial mudei de opinião rapidinho. Depois de uma semana com panelas, panelas de água fervendo, escorredores de água, mais panelas, água em ebulição, vapor, mais água...e muita bagunça, decidi comprar um esterilizador.
Com um bebê em casa o dia parece ter menos horas e a gente mil coisas a mais. Quanto mais praticidade, melhor.
Após o seu uso, a mamadeira lavadinha vai para o aparelho, quando ele está cheio apertamos um botãozinho e voila. Em 12 minutinhos ele esteriliza tudo e mantem tudo lipinho e organizado.
O meu é a vapor e suficientemente grande para mamadeiras, chupetas, pratinhos, colheres...

Tapetinho de jogos

O que seria de mim sem ele? Acho o chão o lugar mais seguro para um bebê. No tapetinho Giulia se vira sem problemas, sem perigo. Brinca com seus brinquedinhos, se olha no espelhinho, liga as musiquinhas, chuta os bonequinhos...Enfim, brinca, se exercita e descobre seu mundinho enquanto eu faço algumas outras coisinhas.
Sempre com um olho no peixe e o outro no gato, é claro!

Móbile


Sempre gostei. Acho lindo e lúdico.
No começo Giulia nao dava a menor bola, é claro! Quando começou a descobrir o mundo ao seu redor o móbile virou o seu xodó.
É só colocá-la no berço para ver seu sorriso. Seus bracinhos e perninhas se movem em uma empolgação única, seus olhinhos acompanham atentamente os bonequinhos, as vezes solta gritinhos de alegria.
É um momento de alegria para ela e de babaçao descanso para mim.
Dica, procurem móbiles com músicas de duração larga, 15 minutos, por exemplo. O meu dura apenas 3 minutos, o que me faz ir a cada pouquíssimo tempo dar corda no móbile sob o olhar atento e impaciente da pequena.

sábado, 26 de janeiro de 2013

OI, MEU AMOR, SOU SUA MAMAE. OI MAMAE, PREPARE-SE....EU SOU UM TERREMOTO!




E depois de um parto assim, o melhor é poder deitar com sua bebê em seu peito, segurar sua maozinha, contar-lhe coisas bonitas, sentir seu cheirinho e esperar a hora de voltar pra casa. Voltar e desfrutar dessa paz (oi?), sentar com seu bebê e aproveitar cada segundo (sentar? oi?), conhecê-la melhor e dar-lhe de mamar (mamar? oi???).
Giulia chorou tanto em sua primeira noite no hospital, que uma enfermeira veio buscá-la. Giulia nao pegava bem o peito e eu morria de dor. Giulia foi todo o caminho do hospital até casa chorando, berrando, urrando.
Depois de um parto traumático, nada como um pós-parto feliz traumático. Giulia chorou até os três meses e meio.

Quem nao chora nao mama, e quem chora demais também nao.

Nossa pequena tinha cólicas horríveis, ficava vermelha como um pimentao, se contorcia, se arranhava, puxava seu cabelinho, me beliscava. Se machucava e chorava mais e mais.
Eu tinha leite, mas Giulia nao conseguia mamar. Ficava nervosa, tinha uma crise, se debatia e soltava o peito. Foi assim até a mamae aqui ir parar no hospital com uma bela mastite.
Infelizmente, com quase dois meses apenas, Giu já mamava leite de fórmula. (Agora é esperar pelas criticas).
Pouca gente fala do lado B da amamentaçao. Falam do lado mágico, lindo e confortável de alimentar e ser alimento de nossos filhos. As vezes isso nao é possível.
Nao me venham com "sempre é possível", "tem que ter paciência", "tem que persistir", "deve ter calma", "bla, bla, bla". Só quem acompanhou de perto sabe o tamanho da dedicaçao, esforço, paciência e muito amor que empenhei ao amamentar. Nao deu. É duro, é frustrante, mas nao é o fim do mundo. Bora levantar o peito a cabeça e seguir em frente.
Há um universo paralelo de novas preocupaçoes e muitos detalhes chamado amamentaçao artificial. E nao é nada fácil, muito menos prático. ( E caríssimo).
Peito é a melhor coisa para o bebê e para a mamae, que fique claro!
Giulia também nao curtia a idéia da mamadeira, na verdade a danada nao gosta mesmo é de comer. Vai viver de amor, Giu? Nao pode neném, tem que mamar!
Nao seguimos dosagens, a amamentaçao continua sendo a demanda, como no peito. Acredito que somente nossos pequenos sabem a quantidade que necessitam, Giulia mama ao seu jeitinho, pouca quantidade, várias vezes ao dia (e noite!).
Nao dá pra seguir pautas, aprendi a entendê-a e respeitá-la. Muitas mamadeiras foram desperdiçadas até que Giulia aprendera a comer (coisa recente), antes era um chororô constante. Agora aceita a mamadeira numa boa e mama até sentir-se satisfeita.
Conclusao: Giulia nao mamava bem.

E Morfeo?
Giulia nao dormia, Tinha muitos movimentos involuntários que nao a deixavam repousar. Seu incômodo aparelho digestivo tambem nao a deixava tranquila. Os cochilos durante o dia só existiam por poucos minutos,
Tudo isso gerava uma criança cansada, com sono constante e uma irritaçao permanente.
Era uma árdua luta fazê-la dormir em meu colinho e nao movê-la dali para que o descanso durasse mais,
Depois de meses Giu começou a demonstrar que queria seu cochilo matinal e uma bela siesta pela tarde.
As madrugadas melhoraram um pouco, mas na maioria das noites ela se desperta a cada duas ou três horas para mamar. O difícil é fazê-la entender que depois da mamadeira deve voltar a dormir, Giu quer brincar e começa com seus gritinhos empolgados.
Conclusao: Giulia nao dormia bem.

Tudo o que entra sai. (oi?)
Giu tem prisao de ventre, Até os 3 meses nao sujava a fraldinha, O cocô de Giu só saía quando a levávamos ao paritório trocador e estimulávamos um pouquinho seu esfincter. Também passou por uma fase de supositórios de glicerina e até hoje toma um pouquinho de laxante na mamadeira da noite,
A coisa vem melhorando muito. Giu está crescendo e já começou a fazer a caca sozinha!
Conclusao: Giu nao fazia cocô bem.

E o que ela faz bem, entao???

Carinho no rosto da mamae, sorrisos mágicos, olhares carinhosos, gritinhos de alegria, caretas, gargalhadas deliciosas...
O que ela nao faz bem (ou nao fazia) cabe aqui nesse texto. As coisinhas perfeitas de Giulia sao infinitas e nao caberiam em lugar algum.

Ah! Aquilo que as vovós, as titias, as mamaes mais experientes sempre dizem, como: "tudo passa, tudo chega, com o tempo melhora...", é tudo verdade!!!

Depois de uma fase muuuuuuito difícil, minha filha segue com suas Giulices, mas começa a ser muito, mas muito mais serena. A mamae agradece....e MUITO. UFA!!!